segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

A HISTÓRIA DA VIDA – De um Santo, Goleiro, Campeão


Defesas? Qualquer goleiro faz. Mas milagres... só São Marcos.


Marcos Roberto Silveira Reis, nosso Santo goleiro mais conhecido só por Marcos, ou Marcão, nasceu na cidade Oriente, no interior de São Paulo, no dia 4 de agosto de 1973. Seu carisma, simpatia e habilidade embaixo das traves, fazem com que a cada milagre, o Santo fique mais conhecido, e mais amado por todos os torcedores, não só do Palmeiras, mas de todo o Brasil. Marcão é admirado não somente por seus incríveis feitos em campo, mas sim por seu caráter e humildade, que o fizeram ser o jogador mais amigável do Campeonato Brasileiro do ano passado. Todos os elogios do mundo seriam pequenos, perto da grandeza desse goleiro, e da enormidade dessa pessoa. Marcos começou sua brilhante carreira no Lençoense, até então localizado em Lençóis Paulistas. Porém, quando veio para a “cidade grande”, São Marcos não fez um teste no Palmeiras. E sim no Corinthians! Porém, Deus intrometeu-se na brilhante mente dos Corinthianos, fazendo com que eles recusassem e dissessem não à Marcos. Após isso, Marcos foi a outro clube grande da cidade, e em 1992 foi contratado pela Sociedade Esportiva Palmeiras. Mas quem acha que ele recebeu dinheiro nessa contratação, esta errado. Ele foi contratado em troca de alguns pares de chuteira. O Santo goleiro teve 3 estréias. Três? Sim, três. A primeira foi no dia 16 de maio de 1992, contra o Guaratinguetá. Mas, como era um jogo amistoso, não seria valido como estréia oficial. A mesma que se sucedeu no dia 30 de março de 96, em um jogo contra o XV de Jaú. Ambas as partidas foram finalizadas com uma singela goleada de 4 x 0, para o Palmeiras, é claro. E a “ultima estréia” de São Marcos, não foi seu primeiro amistoso. Nem sua primeira partida oficial. Não foi a estréia de Marcos. Foi a estréia de um Santo. Isso aconteceu no dia 12 de maio de 1999, em São Paulo, no estádio do Morumbi, contra o Corinthians. Cabe a cada leitor, descobrir o que houve nesse dia, para entender porque naquela pacata noite, nascia um Santo. No ano do título da Libertadores. Marcos havia sempre brilhado nas disputas de pênaltis. Na verdade das 9 disputas de penalidades que o Santo participou, ele ganhou 7. Infelizmente, ambas as derrotas foram para o Boca Jrs. Mais infelizmente ainda, uma dessas derrotas foi na final da Libertadores de 2000. Em 2002, a Coréia e o Japão foram à casa do Santo, que como sempre realizou seus milagres rotineiros, e junto com Felipão e sua trupe, conquistaram o tão sonhado Penta para o Brasil. Uma das defesas de Marcos tirou o fôlego de Galvão Bueno, que durante a transmissão da final da Copa disse “Deixa eu respirar aqui”. Queria parabenizar e agradecer a coragem, dedicação e benevolência de Marcos. Muitos devem saber, mas em 2003, quando o Palmeiras jogava a Série B, Marcos recebeu uma proposta do Arsenal, para substituir o goleiro titular da Seleção da Inglaterra, David Seaman. Honrou a camisa do Verdão até o final, e nos trouxe ao lugar que nunca deveríamos ter saído. A brilhante carreira de Marcos, infelizmente, foi manchada. Não por brigas ou por dopping. Não foi pela fatídica derrota no Mundial Interclubes de 99. Nem pela eliminação da Copa do Brasil, para o ASA. A queda para a Segunda Divisão foi uma barreira. Mas o que realmente atrapalhou o Santo Goleiro foram suas contusões. Em 2004, Marcos machucou o punho esquerdo e o polegar esquerdo. Com isso jogou apenas 19 partidas no ano. Em 2005, Marcos quase fez seu primeiro gol, quando foi para área e cabeceou na trave, em uma partida entre Atlético Sorocaba e Palmeiras. A Copa da Alemanha tinha tudo para ser a nova casa do Santo. Mas, infelizmente, Marcos sofreu inúmeras contusões que o tiraram de campo por um bom tempo. A mais forte e mais duradoura foi em uma partida contra o Corinthians, num choque com Rafael Moura. Marcos ficou 4 meses parado e assistiu pela televisão a fracassada campanha do Brasil na Copa. O ano de 2007 foi mais um sofrido na historia de Marcos. Numa partida contra o Juventus, pelo Campeonato Paulista, São Marcos ficou o restante do ano parado devido à fratura do antebraço. Como a Sociedade Esportiva Palmeiras foi e sempre será uma Academia de Goleiros, com goleiros como Oberdan; Valdir Joaquim de Moraes; Leão; Velloso; Sergio; São Marcos, Diego Cavalieri iria brilhar. E tinha todos os antigos goleiros Palmeirenses para lhe ajudar. E foi o que aconteceu. Brilhou tanto que chamou a atenção do Liverpool. E com o retorno de Marcos ao time titular do Palmeiras em 2008, a reserva se tornou pequena para Diego, que se transferiu para o time da Inglaterra. Se alguem acha que com a “idade avançada”, as rugas e a careca impedem Marcos de realizar seus milagres, essa pessoa esta redondamente enganada. É só perguntar aos nossos amigos do Nordeste. O Sport sentiu na pele que conhecer um Santo não é sempre bom. O Corinthians, São Paulo e Santos já conhecem Marcos faz tempo, e agradecem. Agradecem quando ele não joga. Porque quando ele esta em campo, a parte do Hino “Defesa que ninguém passa” é altamente comprovada. A partir de 99, Marcos conquistou de vez a titularidade. E conquistou também a torcida. Os Palestrinos estavam acostumados com grandes goleiros. Mas não com Marcos. Ele não é um simples goleiro. Não é um simples jogador. Ele é uma pessoa simples. Mas não realiza simples milagres. Essa é a historia de Marcos. Simplesmente São Marcos.


Parabéns Marcos.... e Obrigado por tudo Guerreiro...a nação Palestrina te agradece... Valeu Marcão!!!

domingo, 20 de dezembro de 2009

Cleiton Xavier - O Herói de Santiago


Cleiton Ribeiro Xavier, filho de Zaidan e de dona Maria Cleide, nasceu na pequena cidade São José de Tapera, em Alagoas, com pouco mais de 28.000 habitantes, no dia 23 de março de 1983. Por coincidência, nasceu no mesmo dia que o jogador Lenny, apenas 5 anos antes. Sendo um jogadores mais centrados do elenco alviverde, Cleiton exibe com orgulho a tatuagem em seu braço direito, com o nome de sua filha Cibelly, de dois anos, fruto de seu casamento com Isabella, de apenas 18 anos. . O jogador veio com a difícil missão de honrar a camisa 10 deixada pelo amado e idolatrado El Mago Valdívia. Logo nos seus cinco primeiros jogos, Cleiton já se igualou a dois ídolos do passado alviverde, Humberto Tozzi e Tupãzinho, fazendo cinco gols nos cinco primeiros jogos. . Aos 14 anos de idade, Cleiton jogava pelo Atlético, um clube amador de Alagoas. Foi convidado a fazer um teste para jogar pelo CSA, e obviamente foi aprovado pelo clube. O jovem jogador passou por dificuldades em sua infância. Chegando a ajudar o pai, gari, e ajudar o tio, cortando carnes. . Após jogar pelo CSA, Cleiton foi vendido a Portuguesa, mas em razão de alguns problemas, 15 dias após a ida dele até São Paulo, o jogador voltou para Alagoas. Por pouco tempo... Um empresário logo levou o jogador até o Internacional. . Como era novo, e não estava acostumado com grandes clubes e após participar da Campanha de Prata dos Jogos Pan-Americanos de 2003 realizado na cidade de Santo Domingo, na Republica Dominicana, Cleiton, mal orientado na época, “se perdeu” na fama. O time do Internacional, comandado na época por Muricy Ramalho não achou outra alternativa e emprestou o jogador que havia chegado como promessa. O destino, primeiramente de Cleiton foi o Gama, por três meses. Depois, jogou por um ano no Sport e após isto, mais três meses pelo Marília. . Ano após ano, e o bom jogador não conseguia destaque nacional. Até que o Figueirense, no ano de 2008, entrou na vida de Cleiton. Mesmo sendo o meia, também camisa 10, Xavier se tornou o artilheiro do time no Campeonato Brasileiro de 2008, com 12 gols marcados. Sendo um desses gols marcados em cima do Palmeiras, no Palestra, no dia 10 de julho. Tal jogo terminou empatado. O gol alviverde foi marcado por Alex Mineiro. . Como disse, a missão de Cleiton Xavier de substituir Valdívia não era nada fácil. Foi contratado pela parceira do Palmeiras, Traffic e chegou sob desconfiados olhares, da exigente torcida do Palmeiras. . Assim como todo o time, Cleiton começou a temporada “voando em campo”. Marcado na história com os “cinco gols”, Xavier caiu nas graças da torcida de vez durante a Taça Libertadores de 2009. . No dia 29 de abril de 2009, Cleiton Xavier se tornou “O Herói de Santiago”, após marcar um belíssimo gol aos 42 minutos do segundo tempo, contra o Colo-Colo. Gol que classificou a equipe alviverde e eliminou o time chileno. Coincidentemente, tal marco histórico feito por Cleiton, se sucedeu justamente contra o time revelador de Valdívia, antecessor da camisa 10 alviverde. . “São dois fatos marcantes e eu procurei isso desde que cheguei aqui. Não vim ao Palmeiras apenas para passar, e sim para marcar meu nome” . Quando questionado se acredita na convocação para a Copa de 2010, Cleiton disse que a seleção está bem servida, mas se Dunga o convocar, estará bem preparado fisicamente para aproveitar a oportunidade. . Não ganhou o apelido de Mago. Não é chamado de Divino. Mas com toda a certeza podemos dizer que Cleiton Xavier está honrando a linhagem dos reis, que jogaram com a camisa 10 da Sociedade Esportiva Palmeiras.

www.sepalmeiras.com.br/colunas/post.asp?i
dPost=108

PALMEIRAS!! Eu te amo....


Vejo-te no campo jogando, és emoção e alegria a todo momento.
Mostrando a arte do futebol aos pequenos, ao maduros e aos velhos torcedores de guerra.
Lágrimas nos olhos.... Emoção.
Tu não és apenas um time, tu és o time.
O time que está dentro do meu coração.
Da enregia, da torcida que nos faz gritar, berrar, chorar....
Aos corações que pulsam forte, que disparam, que se apertam e pulam sem parar....
Quantos corações batendo por ti, em meio a uma torcida linda, verde, apaixonada;
Silêncio, a torcida quieta, tensão, aperto no peito......
Vem a gritaria, quebra o silêncio..............

É GOL DO PALMEIRAS! É GOLLLLLLLL!!!!!!!!!!!!

Se isso é fanatismo, podem me chamar de fanático.
Se isso é paixão, sou um eterno apaixonado. Porque sou Palmeiras até morrer.
Se isso é doença, sou doente por ti, e dessa doença não quero nunca me curar.
Se isso é amor, Palmeiras eu te amo.
Se isso é vida, Palmeiras você é a minha vida!
Se isso é união, então sou da família Palmeiras.
Se isso é o meu mundo, então o Palmeiras é.....

O MELHOR TIME DO MUNDO!

Texto: Cris Risoléu
Minha amiga Palmeirense querida...

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Cris Parabéns pelo texto...




Palmeiras eu te amo.......

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Frases Memoráveis...


"Não é qualquer um que pode jogar com a mesma camisa 901 vezes. Foi o que aconteceu comigo e a minha identificação com o Palmeiras é total" - Ademir da Guia (o "Divino", jogador que mais vestiu a camisa do Palmeiras)


"Minha vida não seria a mesma sem ter vindo de Sorocaba para jogar pelo Palestra. Iniciei no Palestra e vesti a camisa do Palmeiras, o que representa muita mais do que amor" - Oberdan Cattani (goleiro, um dos símbolos da "Arrancada Heroica", quando o Palestra se tornou Palmeiras)


"O Palmeiras dignificou o futebol Brasileiro, sempre esteve à frente na maioria dos campeonatos que disputou, e, neste clube que foi uma alegria em minha vida, consegui muitos títulos, fiz amizades e aprendi, de fato, a jogar futebol" - Dudu (volante do Palmeiras, venceu o campeonato paulista de 1976 como técnico do clube)


"O amor é Verde, Branca a razão, eu plantei Palmeiras no coração" - Moacyr Franco (cantor, ator e compositor, autor da canção "O amor é Verde")


"Quando eu era criança, ia com meu pai, nos domingos à tarde, assitir aos jogos do Palmeiras. Os aspirantes jogavam antes, os titulares do jogo principal ficavam assistindo, sentados no alto das arquibancadas. Eu ficava idolatrando, olhando. Não tinha coragem para falar com eles. Na época, nem autógrafo se pedia. Eu me lembro dos jogadores: Jair Rosa Pinto, Turcão, Lula(ponta direita do Palmeiras). Inesquecivel" - José Serra (Governador do estado de São Paulo)


"Aprendi a gostar do Palmeiras com meu pai, Érico Bavini, palestrino fanático, que me levava ao Palestra Italia na década de 1950 para ver Oberdan Cattani jogar. Lembro-me do Oberdan, quando o Palmeiras conquistou a Copa Rio de 1951, tocando em minha cabeça com aquela mão enorme. Foi emocionante" - Sérgio Reis (cantor, ator e compositor)


Explicar a emoção de ser palmeirense, a um palmeirense, é totalmente desnecessário. E a quem não é palmeirense… é simplesmente impossível! - Joelmir Beting (sociólogo e jornalista)


"Eu me quebro tudo denovo se tiver que quebrar nessa porra , mas eu nao vou perder , pq eu sei o quanto eu sofri pra estar aqui............" (são Marcos na final contra a ponte preta )


"Deixei de ser apenas um jogador de futebol quando recusei uma proposta de R$ 45 milhões para jogar no Arsenal, da Inglaterra, e preferi disputar a Série B do Brasileiro pelo Palmeiras" - Marcos, maior goleiro do mundo. Sem mais.


"Palmeiras é o meu primeiro amor. A família a gente nasce amando, a mulher e os filhos a gente cresce amando, os amigos a gente escolhe. Mas o Palmeiras nos escolhe e nos acolhe"(Mauro Beting)


20/09/42 "NÃO NOS QUEREM PALESTRA, POIS SEREMOS PALMEIRAS E NASCEMOS PARA SER CAMPEÕES".


" Morre o Palestra invicto e nasce o Palmeiras campeão"


"A gente brincava de 'bobinho' nos treinos e tentava fazer o Ademir ir para o meio. Todo mundo tocava para ele com efeito, mas não tinha jeito. Do jeito que a bola viesse ele dominava. Eu não me lembro de uma única vez em que o Ademir tenha ido para o meio da roda." - Leivinha, ex-jogador, jogou com Ademir no Palmeiras e foi à Copa de 1974.


"Ademir da Guia, tens o nome, o sobrenome e a bola do craque". - Armando Nogueira, Jornalista e Cronista Esportivo.


Pedimos ao nosso bom Deus

Que abençoe nosso trabalho

Que nada de mal nos aconteça

Nem ao nosso adversario

Quem vai ganhar?

NÓS

NÓS

NÓS

Pierre - volante do Palmeiras no Paulistão de 2008


Pode deixa que eu marco essa tal Altitude professor ... por mim ela não passa !! " - Amaral


"Obrigado São Paulo. Obrigado Corinthians. Mas eu sou Palmeirense de coração". Mago


"Não somos mais, não somos menos. Somos Palmeiras, basta!" Mauro Betting


"TODOS OS CLUBES FAZEM PARTE DA HISTÓRIA DO FUTEBOL BRASILEIRO. JÁ A SOCIEDADE ESPORTIVA PALMEIRAS, FEZ A HISTÓRIA."


"É a tal história de que tudo tem de ter um começo, um início.Para uns é religião, para outros é ciência, e para nós é o PALMEIRAS." Miguel Nicolelis


Coração de palmeirense não bate, ele canta e vibra!!!



Para sempre Sociedade Esportiva Palmeiras S2


quinta-feira, 1 de outubro de 2009

ALGUMAS VEZES, UM É MAIOR QUE MUITOS


Morumbi, estádio com 50 mil são-paulinos e apenas um palmeirense na arquibancada, um velhinho solitário vestindo sua camisa do Palmeiras, surrada pelo tempo mas muito limpa, como sua honestidade. Sozinho, ele joga os papéis picados na entrada do esquadrão do Palmeiras, relembrando que estava lá no Pacaembu naquele jogo de 1942. Suas memórias resgatam a bandeira brasileira carregada pelo time que ama, da vitória, do título, do quanto ele se orgulhava por torcer para aquele time com raízes italianas (sim, nobres não renegam seu passado), mas demonstrava seu caráter ao estabelecer que o vínculo com a Itália era de amor, e não de guerra. Sentia vergonha do que os comandantes italianos faziam naquele momento, e mais do que isto, era brasileiro por opção, ainda que nascido na Itália.Sua aposentadoria, dilacerada pelo tempo, não lhe permitia ver muitos jogos. Mas qualquer jogo contra o inimigo que quis lhe roubar o que lhe era mais caro no futebol valia o esforço, o sacrifício. Contemporâneo de Oberdan, não tem forças para gritar pelo seu time querido, como outrora. Mas a voz que sai do coração é ensudercedora.Ele não está sozinho, sente a energia de velhos amigos que já deixaram esta vida, amigos que estavam com ele no Pacaembu e que foram testemunhas do que o inimigo tentou, mas não conseguiu.

O jogo começa, e o esquadrão verde mostra 11 guerreiros que não se amendrontam contra aqueles que se julgam fabulosos. A jovem torcida que ofende os esmeraldinos, oferece a mesma ira contra o senhor sozinho de verde, naquela arquibancada. A cada lance perigoso a favor do Palmeiras, o velhinho levanta as mãos e fecha o punho, querendo estar ele ali dentro do campo, mas sabe que seu tempo está acabando. Não sente mágoa, não sente inveja dos jovens ali do outro lado, de branco. Ao contrário, sente tristeza deles não saberem a história de vida, de amor, de luta e de coragem que aquele time de verde apresenta. O jogo é duro, perde-se aqui, ganha-se ali. Mas o jogo transcorre equilibrado. Os soldados não abaixam a cabeça para os adversários. Não existe vergonha na nossa história, pensa o sábio ancião.Gol do time branco. O estádio vira uma festa, e os jovens zombam do velhinho, gritam que a história tem novo líder, tem novo campeão. Os jogadores de verde sentem o impacto negativo do gol. Procuram nas arquibancadas o grito de "OLE PORCO", mas encontram ali, no meio da arquibancada e sozinho, um senhor de verde. Todos, como que atraídos por um imã, olham para o velhinho. E o velho olha para eles.Como numa cena em câmera lenta, todos acompanham esta troca de olhares e ficam mudos. O estádio silencia.Segundos depois, o velho soldado do tempo levanta-se e abraça a própria camisa, bate com a mão espalmada no peito e grita, dentro do próprio limite que o corpo lhe impõe: "Palmeiras, Palestra". Ainda assim é ouvido. E joga mais papel picado para o alto.Os jogadores, contagiados pela esperança e pelo que viram, se abraçam e reúnem-se ali perto da grande área. A cena é simples, mas com uma emoção nunca vista pela torcida adversária. Os jogadores gritam "Palmeiras, Palmeiras, Palmeiras". Levantam a cabeça. E vão para o jogo.

Somos a Academia, pensam os esmeraldinos. E lutam. A torcida adversária e o outro elenco, mais uma vez, perdem a confiança. E o velhinho não se senta mais, precisa acompanhar os 20 minutos finais em pé, estar junto mais uma vez daquele time que outrora chamou-se Palestra Itália. Seu nome agora é Palmeiras, mas sua força nunca mudou. Cinco minutos depois, empate. Mais uma chuva de papel picado. Como pode um velho sozinho ser mais forte que uma massa de tricolores ? Confiança. Nobreza. Caráter. Fé.O jogo se aproxima do final, e o inimaginavel para a maioria do estádio acontece. Mais um gol do Palmeiras, que vence a partida por 2x1. Os jogadores vão em direção do velhinho, cumprimentam, batem palmas para ele e gritam: a vitoria é para o senhor !O velhinho não se aguenta de emoção. Recolhe os papéis picados ali do chão para jogá-los novamente em homenagem ao seu time. Humilde, agradece em oração cada um dos combatentes de verde, e agradece a Deus pela oportunidade de participar, mais uma vez, da história do seu Palmeiras. Como em 1942.


Missão Cumprida...


Parabéns a todos os soldados guerreiros desta nação chamada PALMEIRAS

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Um amor chamado Palmeiras

Já chorei e ri,

no ardor da derrota,
na explosão da vitória,
no êxtase do gol,
na displicência do descenso,
no calor do título.

Sobre ti
Minha cara eu pintei,
de verde e branco, de coração.
para todos demonstrei
sem pudor nem vergonha de falar,
meu time sempre vou amar.

Não há melhor sensação que torcer por ti.
Meu time meu amor,
minha casa, meu refúgio,
meu porto seguro.

Falar de ti é fácil,

Fatos, estatísticas,
toda matemática da bola está ao seu favor;
Não há quem reprove,
quem discorde.
Existem os que invejam,
Mas esses são desprezados.

Meu Alvi-Verde imponente,
mostre-me a força da sua torcida
que canta e vibra, que faz festa, que adora,
ir pra nossa casa e lá apoiar,
nosso time nosso patrimônio
nosso bem mais precioso, a camisa.

Ser Palmeirense é saber das minuciosidades do futebol.
É aproveitar cada passe, cada centímetro do espetáculo.
Amar um símbolo, amar a vida.

Respeitem nossa instituição!
Que atravessou a guerra,
que cuspiu na cara daqueles que queriam o nosso fim
Que mudou de nome e foi campeão,
Que já foi solidário com rival
e isso é sinal de dignidade.

O clube dos santos,
São Marcos e Divino,
os maiores expoentes de nossa trajetória,
da nossa luta, sobrevivência,
de nossas glórias e conquistas.

Sociedade Esportiva Palmeiras,
Eu te amo, te amo mesmo.
Um amor incondicional que me amarra
que me faz sorrir e chorar.

Já que existe um fina linha tênue
entre o choro e o riso
entre a dor e a esperança
o amor e o ódio
saiba:
na terra e no céu
nunca te abandonarei

E no meu leito de morte
espero morrer feliz,
sabendo que sou amado
por minha família e amigos
e saber que eu amo
um amor tão profundo e sincero

um amor chamado Sociedade Esportiva Palmeiras.

Autor desconhecido.

terça-feira, 29 de setembro de 2009




SER PALMEIRENSE(Roberto Drumond)




O Palmeirense é diferente de qualquer outro torcedor


É diferente, pois não se restringe a ser Somente torcedor


Ser Palmeirense é como casamento


Na saúde e na doença


Nas alegrias e nas tristezas


Mesmo quando a doença parece não ir


E as tristezas teimam em permanecer




O Palmeirense é capaz de


Após uma derrota humilhante


Pegar a camisa no armário


E sair às ruasMesmo sendo alvo de piadas




Isso por que o


palmeirense não torce por um time


Torce por uma nação


E tal qual em uma guerra


Um cidadão não renega um país


Mesmo que a derrota seja grande




O palmeirense apóia seu time na derrota


Pois os obstáculos engrandecem


Seu sentimento de nacionalismo


E que me perdoem os que têm apenas títulos




Claro que são importantes


Mas o palmeirense tem algo que os outros nunca terão


Tem paixão


Tem a SOCIEDADE ESPORTIVA PALMEIRAS




Esse sou eu: PALMEIRENSE